quinta-feira, 12 de março de 2009

A WQ: Evolução e Reflexo na Formação e na Investigação em Portugal - Resumo

As WebQuest (WQ) foram criadas há cerca de dez anos com a intenção de colocar as novas tecnologias ao serviço da educação, tirando partido da informação disponível on-line.

Uma WQ é composta pela introdução, tarefa, processo, avaliação e conclusão. A WQ promove a motivação do aluno, o pensamento crítico e aprendizagem cooperativa, interligando a pesquisa com a aprendizagem e a tecnologia.

Desde a altura da sua criação as WQ sofreram uma evolução tanto a nível da nomenclatura dos seus componentes como na forma de avaliar a tarefa e estruturação do processo. As primeiras WQ (Dodge, 1995) continham introdução, tarefa, fontes de informação, processo, orientação e conclusão, mas careciam de avaliação. Depois foram retiradas as orientações, introduzindo-se a avaliação e invertendo a ordem dos recursos e do processo. Actualmente a WebQuest integra uma introdução, uma tarefa, o processo, a avaliação a conclusão e a página do professor. Na introdução faz-se uma contextualização do tema; na tarefa, que para Dodge (2002) é a parte mais importante da WQ, indica-se o que se pretende que os alunos apresentam como resultado final e no processo serão apresentadas as etapas a seguir para chegar a esse resultado.

Uma WQ promove a pesquisa, selecção e avaliação de informação online, a colaboração entre os elementos do grupo (uma vez que deve ser resolvida em grupo), a tomada de decisões, o uso da criatividade na solução a apresentar, a utilização de tecnologia (a WebQuest, depois de estruturada, tem que ser implementada e disponibilizada online).

Deve levar o aluno a tornar-se progressivamente mais autónomo, responsável, desenvolvendo o espírito crítico (Lopes, 2006).

Aconselha-se que os alunos apresentem o trabalho à turma para aprenderem a lidar bem com a exposição e a crítica. Este é um bom momento para ensinar os alunos a criticar construtivamente.

Do original: Carvalho, Ana Amélia Amorim (2007). A WebQuest: evolução e reflexo na formação e na investigação em Portugal. In F. Costa, H. Peralta & S. Viseu (orgs), AS Tic na Educação em Portugal: Concepções e Práticas.. Porto: Porto Editora, pp. 299-327

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