Neste artigo podemos aprender sobre as quatro fases de evolução na construção de sites, que passa não só pela modernização dos layouts das páginas como a nível da estruturação da informação e utilização de ferramentas de comunicação e de edição colaborativa online.
Numa primeira fase os sites integravam informação corrida, em que o texto ocupava em média 90% do ecrã. Numa fase seguinte surge uma fase designada por “multimédia no seu pior” Esta fase caracteriza-se por um exagero na utilização de aplicações multimédia, da cor e música, que impedia a concentração do leitor no essencial. A consulta destes sites por tempo prolongado tornava-se cansativa. Começa-se a valorizar a comunicação, disponibilizando no site o contacto do autor.
Depois desta segunda fase verifica-se uma fase em que se valoriza a sobriedade, design nos sites e interactividade. De uma forma geral cumpre-se as orientações “HOME RUN”, dadas por Nielsen, em que o autor O autor sugere que se avalie se os recursos decorativos são adequados e que devem ser eliminados todos aqueles que não afectem o funcionamento e compreensão do site, deve ser eliminado
O utilizador é convidado a interagir, passando a ter um papel mais activo. Nos sites escolares começam a surgir espaços para os trabalhos dos alunos.
A última fase assinalada neste artigo refere-se à da edição colaborativa on-line, que é caracterizada pelo aparecimento de informação organizada para os diferentes tipos de audiência. Reconhece-se que públicos específicos têm exigências e necessidades diferenciadas. Os sites educativos passam a integrar informação específica para os diferentes agentes educativos: professores, alunos e encarregados de educação.
As pessoas, incluindo professores e alunos, encontram-se no chat, com áudio ou vídeo, no correio electrónico e no fórum. A comunicação intensifica-se. Verifica-se o aparecimento de ficheiros vídeo e áudio para o utilizador descarregar para o seu MP3. A comunicação intensifica-se com chats, correio electrónico, audioconferência e videoconferência. A edição on-line simplifica-se com os weblog e as ferramentas wiki, que por estarem sempre disponíveis na Web podendo ser alteradas a qualquer hora e lugar, possibilitam a aprendizagem ubíqua.
Hoje em dia um site é constituído por “um conjunto de páginas ligadas entre si, estabelecendo hiperligações a outros sites. A página de entrada (Home) deve disponibilizar o título do site, a sua finalidade, o público-alvo, a pessoa ou entidade responsável por ele, os contactos, as datas de criação e de actualização. É conveniente que tenha os requisitos de optimização do site (versão e nome do browser e resolução do ecrã) e que na barra superior do browser surja o nome do site…. Em rodapé, devem surgir os direitos de autor, a data de actualização e o URL. Se o site for grande deve ter motor de pesquisa interno.” (Carvalho 2006).
Carvalho (2006), considera cinco componentes principais de um site educativo: a informação, as actividades, a comunicação, a edição colaborativa online e a partilha, componentes que estão relacionados entre si contribuindo para dinâmicas interactivas, auto-suficientes e de responsabilização na aprendizagem e na produção de trabalhos.
Os indicadores de qualidade estão directamente relacionados com os componentes de um site educativo e com as tecnologias actuais. A qualidade de sites é aferida por diversas dimensões e indicadores consoante os autores e organizações que as propõem.
Segundo Carvalho et al (2003), a qualidade de um site educativo relaciona-se com a facilidade da sua utilização, à qualidade da informação e à sua fiabilidade. Vários autores debruçaram-se sobre a qualidade da informação, apresentando indicadores de qualidade tais como a autoridade, rigor da informação, objectividade, data, cobertura temática, design, legibilidade, etc.
Os indicadores de qualidade de sites educativos baseiam-se na norma ISO/IEC 9126-1 (2001). Carvalho (2006) propõe nove dimensões que integram a qualidade de um site educativo, são eles a identidade (nome do site e a sua finalidade); a usabilidade (facilidade de usar e de aprender a usar); a rapidez de acesso (hiperligações estarem activas, etc.); os níveis de interactividade (envolvência do utilizador e motivação para explorar o site); a informação (deve ser credível e actual, devendo estar de acordo com as orientações curriculares); as actividades (WebQuests, jogos, Caça ao Tesouro, devem motivar a consulta de informação e reflexão); a edição colaborativa online (blogs e wiki, promovem trabalho em grupo); o espaço de partilha (para disponibilização dos trabalhos realizados pelos alunos ou pelos professores); e a comunicação (contacto do responsável pelo site, para esclarecimento de dúvidas, fóruns de discussão, chat).
Saber identificar os indicadores de qualidade de um site educativo é algo de imprescindível no século XXI, dada a crescente importância da Web como recurso informativo.
Numa primeira fase os sites integravam informação corrida, em que o texto ocupava em média 90% do ecrã. Numa fase seguinte surge uma fase designada por “multimédia no seu pior” Esta fase caracteriza-se por um exagero na utilização de aplicações multimédia, da cor e música, que impedia a concentração do leitor no essencial. A consulta destes sites por tempo prolongado tornava-se cansativa. Começa-se a valorizar a comunicação, disponibilizando no site o contacto do autor.
Depois desta segunda fase verifica-se uma fase em que se valoriza a sobriedade, design nos sites e interactividade. De uma forma geral cumpre-se as orientações “HOME RUN”, dadas por Nielsen, em que o autor O autor sugere que se avalie se os recursos decorativos são adequados e que devem ser eliminados todos aqueles que não afectem o funcionamento e compreensão do site, deve ser eliminado
O utilizador é convidado a interagir, passando a ter um papel mais activo. Nos sites escolares começam a surgir espaços para os trabalhos dos alunos.
A última fase assinalada neste artigo refere-se à da edição colaborativa on-line, que é caracterizada pelo aparecimento de informação organizada para os diferentes tipos de audiência. Reconhece-se que públicos específicos têm exigências e necessidades diferenciadas. Os sites educativos passam a integrar informação específica para os diferentes agentes educativos: professores, alunos e encarregados de educação.
As pessoas, incluindo professores e alunos, encontram-se no chat, com áudio ou vídeo, no correio electrónico e no fórum. A comunicação intensifica-se. Verifica-se o aparecimento de ficheiros vídeo e áudio para o utilizador descarregar para o seu MP3. A comunicação intensifica-se com chats, correio electrónico, audioconferência e videoconferência. A edição on-line simplifica-se com os weblog e as ferramentas wiki, que por estarem sempre disponíveis na Web podendo ser alteradas a qualquer hora e lugar, possibilitam a aprendizagem ubíqua.
Hoje em dia um site é constituído por “um conjunto de páginas ligadas entre si, estabelecendo hiperligações a outros sites. A página de entrada (Home) deve disponibilizar o título do site, a sua finalidade, o público-alvo, a pessoa ou entidade responsável por ele, os contactos, as datas de criação e de actualização. É conveniente que tenha os requisitos de optimização do site (versão e nome do browser e resolução do ecrã) e que na barra superior do browser surja o nome do site…. Em rodapé, devem surgir os direitos de autor, a data de actualização e o URL. Se o site for grande deve ter motor de pesquisa interno.” (Carvalho 2006).
Carvalho (2006), considera cinco componentes principais de um site educativo: a informação, as actividades, a comunicação, a edição colaborativa online e a partilha, componentes que estão relacionados entre si contribuindo para dinâmicas interactivas, auto-suficientes e de responsabilização na aprendizagem e na produção de trabalhos.
Os indicadores de qualidade estão directamente relacionados com os componentes de um site educativo e com as tecnologias actuais. A qualidade de sites é aferida por diversas dimensões e indicadores consoante os autores e organizações que as propõem.
Segundo Carvalho et al (2003), a qualidade de um site educativo relaciona-se com a facilidade da sua utilização, à qualidade da informação e à sua fiabilidade. Vários autores debruçaram-se sobre a qualidade da informação, apresentando indicadores de qualidade tais como a autoridade, rigor da informação, objectividade, data, cobertura temática, design, legibilidade, etc.
Os indicadores de qualidade de sites educativos baseiam-se na norma ISO/IEC 9126-1 (2001). Carvalho (2006) propõe nove dimensões que integram a qualidade de um site educativo, são eles a identidade (nome do site e a sua finalidade); a usabilidade (facilidade de usar e de aprender a usar); a rapidez de acesso (hiperligações estarem activas, etc.); os níveis de interactividade (envolvência do utilizador e motivação para explorar o site); a informação (deve ser credível e actual, devendo estar de acordo com as orientações curriculares); as actividades (WebQuests, jogos, Caça ao Tesouro, devem motivar a consulta de informação e reflexão); a edição colaborativa online (blogs e wiki, promovem trabalho em grupo); o espaço de partilha (para disponibilização dos trabalhos realizados pelos alunos ou pelos professores); e a comunicação (contacto do responsável pelo site, para esclarecimento de dúvidas, fóruns de discussão, chat).
Saber identificar os indicadores de qualidade de um site educativo é algo de imprescindível no século XXI, dada a crescente importância da Web como recurso informativo.
Do original: Carvalho, Ana Amélia A. (2006). Indicadores de Qualidade de Sites Educativos. Cadernos SACAUSEF – Sistema de Avaliação, Certificação e Apoio à Utilização de Software para a Educação e a Formação, Número 2, Ministério da Educação, 55-78.
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