domingo, 15 de março de 2009

Os LMS no Apoio ao Ensino Presencial: dos Conteúdos às Interacções - Resumo

O LMS ajuda a actividade docente do novo professor, que deixa de ser um transmissor de conhecimentos para ser um facilitador de aprendizagens, um orientador que apoia o processo de auto-aprendizagem dos novos alunos. Esta ferramenta permite-lhe apoiar os alunos, ajudá-los a reflectir e a debater as temáticas abordadas, gozando de alguma privacidade.

O novo mercado de trabalho precisa de auto-didactas que saibam a qualquer momento pesquisar a informação necessária, avalia-la, interpretá-la e adaptá-la a uma determinada realidade. Precisa de pessoas que saibam partilhar e trabalhar colaborativamente. O bom uso de LMS pode educar os nossos alunos a tornarem-se neste tipo de trabalhadores e cidadãos.

É natural que numa primeira fase o professor use o LMS como repositório de informação colocando testes, notas, documentos para consulta, aulas, vídeos sobre aulas, avisos links para sites de interesse etc. Mas cingir a LMS a estas funções é limitar muito as suas potencialidades. O debate, o esclarecimento de dúvidas, os fóruns, o chat, as reflexões, etc são de grande importância e promovem o trabalho colaborativo e a sociabilidade, dimensões muito valorizadas nos dias de hoje. O que se tem constatado é que alunos que participam pouco ou que sejam tímidos nas sessões presenciais muitas vezes tornam-se activos e participativos online (Bonk et al., 2004).

O professor pode ter acesso ao desenvolvimento do trabalho do aluno e ao interesse que este demonstra uma vez que pode ficar registado tudo a que o aluno acede, o que fez na plataforma, quando acede e quanto tempo gasta.


Esta ferramenta permite que cada um aprenda ao seu ritmo, consoante a sua disponibilidade, contando sempre com o apoio do professor.

Do original: Carvalho, A.A. (2008). Os LMS no Apoio ao Ensino Presencial: dos conteúdos às interacções. Revista Portuguesa de Pedagogia, Ano 42-2, 101-122.

quinta-feira, 12 de março de 2009

Blogs: um recurso e uma estratégia pedagógica - Resumo

A blogosfera educacional já não é um espaço apenas dos fanáticos pela internet. Numa época em que precisamos de adaptar as nossas práticas pedagógicas a uma geração de internautas, a criação de blogs com objectivos pedagógicos está cada vez mais em voga. Por ser uma ferramenta muito versátil, podendo ser utilizada quer como estratégia quer como recurso pedagógico, tem-se verificado uma explosão de Blogs no nosso país. O primeiro registo da utilização de blogs na educação surge em Portugal em 2002, na Universidade de Minho, com a criação do blog “Jornalismo e Comunicação”.

Segundo Gomes (2005), um blog é “uma página na Web que se pressupõe ser actualizada com grande frequência através da colocação de mensagens – que se designam “posts” – constituídas por imagens e/ou textos normalmente de pequenas dimensões (muitas vezes incluindo links para sites de interesse e/ou comentários e pensamentos pessoais do autor) e apresentadas de forma cronológica, sendo as mensagens mais recentes normalmente apresentadas em primeiro lugar”. Existem blogs pessoais, lúdicos, informativos, políticos, de intervenção cívica, etc. A utilização de blogs para fins privados depara-se com a desvantagem de não ser possível impedir completamente a sua visualização pública, podendo, no entanto, o autor determinar que “utilizadores podem intervir no seu blog, nomeadamente em termos de colocação ou eliminação de mensagens ou comentários apesar de não poder evitar a leitura das mensagens que ele próprio colocou” (Gomes, 2005). Por outro lado esta ferramenta pode constituir uma forma do autor daz voz às suas ideias e pensamentos.

A utilização de blogs como recurso pedagógico verifica-se quando o professor o usa para disponibilizar informação específica para os seus alunos. Como estratégia pedagógica, pode ser utilizado assumindo a forma de portfólio digital, espaço de intercâmbio e colaboração, espaço de debate e de integração. Os blogs podem ser utilizados como espaço de partilha entre professores ou entre a escola e as famílias. Podem ainda ser usados como espaço de acesso a informação especializada (com informação credível, da responsabilidade de autores ou instituições com mérito e credibilidade); como um espaço de disponibilização de informação pelo professor (informação sobre as temáticas da disciplina, com ligações a sites e a notícias sobre as matérias); como portfólio digital (para organizar os temas aprendidos e reflexões, podendo posteriormente ser avaliados); com o objectivo de promover a colaboração entre escolas (para que diversas escolas se comuniquem e desenvolvam projectos colaborativamente); como espaços de debate; como potenciadores da integração de alunos “postos de lado” na turma.

O professor deve estimular a consulta do blog pelos alunos “não só procurando assegurar a existência de condições mínimas de acesso à Internet por parte dos alunos mas também fazendo referência a conteúdos do mesmo durante as aulas sempre que isso se afigure oportuno”, incentivando a consulta e a autonomia na aprendizagem.

Escrever num blog que tenha uma boa audiência faz com que o autor, que pode ser o próprio aluno, reflicta sobre o que escreve e que seja mais cuidadoso com o rigor e interessa da informação que disponibiliza.

Do original: Maria João Gomes Universidade do Minho – Departamento de Currículo e Tecnologia Educativa mjgomes@iep.uminho.pt

A WQ: Evolução e Reflexo na Formação e na Investigação em Portugal - Resumo

As WebQuest (WQ) foram criadas há cerca de dez anos com a intenção de colocar as novas tecnologias ao serviço da educação, tirando partido da informação disponível on-line.

Uma WQ é composta pela introdução, tarefa, processo, avaliação e conclusão. A WQ promove a motivação do aluno, o pensamento crítico e aprendizagem cooperativa, interligando a pesquisa com a aprendizagem e a tecnologia.

Desde a altura da sua criação as WQ sofreram uma evolução tanto a nível da nomenclatura dos seus componentes como na forma de avaliar a tarefa e estruturação do processo. As primeiras WQ (Dodge, 1995) continham introdução, tarefa, fontes de informação, processo, orientação e conclusão, mas careciam de avaliação. Depois foram retiradas as orientações, introduzindo-se a avaliação e invertendo a ordem dos recursos e do processo. Actualmente a WebQuest integra uma introdução, uma tarefa, o processo, a avaliação a conclusão e a página do professor. Na introdução faz-se uma contextualização do tema; na tarefa, que para Dodge (2002) é a parte mais importante da WQ, indica-se o que se pretende que os alunos apresentam como resultado final e no processo serão apresentadas as etapas a seguir para chegar a esse resultado.

Uma WQ promove a pesquisa, selecção e avaliação de informação online, a colaboração entre os elementos do grupo (uma vez que deve ser resolvida em grupo), a tomada de decisões, o uso da criatividade na solução a apresentar, a utilização de tecnologia (a WebQuest, depois de estruturada, tem que ser implementada e disponibilizada online).

Deve levar o aluno a tornar-se progressivamente mais autónomo, responsável, desenvolvendo o espírito crítico (Lopes, 2006).

Aconselha-se que os alunos apresentem o trabalho à turma para aprenderem a lidar bem com a exposição e a crítica. Este é um bom momento para ensinar os alunos a criticar construtivamente.

Do original: Carvalho, Ana Amélia Amorim (2007). A WebQuest: evolução e reflexo na formação e na investigação em Portugal. In F. Costa, H. Peralta & S. Viseu (orgs), AS Tic na Educação em Portugal: Concepções e Práticas.. Porto: Porto Editora, pp. 299-327

sábado, 7 de março de 2009

Indicadores de Qualidade de Sites Educativos - Resumo

Neste artigo podemos aprender sobre as quatro fases de evolução na construção de sites, que passa não só pela modernização dos layouts das páginas como a nível da estruturação da informação e utilização de ferramentas de comunicação e de edição colaborativa online.

Numa primeira fase os sites integravam informação corrida, em que o texto ocupava em média 90% do ecrã. Numa fase seguinte surge uma fase designada por “multimédia no seu pior” Esta fase caracteriza-se por um exagero na utilização de aplicações multimédia, da cor e música, que impedia a concentração do leitor no essencial. A consulta destes sites por tempo prolongado tornava-se cansativa. Começa-se a valorizar a comunicação, disponibilizando no site o contacto do autor.

Depois desta segunda fase verifica-se uma fase em que se valoriza a sobriedade, design nos sites e interactividade. De uma forma geral cumpre-se as orientações “HOME RUN”, dadas por Nielsen, em que o autor O autor sugere que se avalie se os recursos decorativos são adequados e que devem ser eliminados todos aqueles que não afectem o funcionamento e compreensão do site, deve ser eliminado
O utilizador é convidado a interagir, passando a ter um papel mais activo. Nos sites escolares começam a surgir espaços para os trabalhos dos alunos.

A última fase assinalada neste artigo refere-se à da edição colaborativa on-line, que é caracterizada pelo aparecimento de informação organizada para os diferentes tipos de audiência. Reconhece-se que públicos específicos têm exigências e necessidades diferenciadas. Os sites educativos passam a integrar informação específica para os diferentes agentes educativos: professores, alunos e encarregados de educação.

As pessoas, incluindo professores e alunos, encontram-se no chat, com áudio ou vídeo, no correio electrónico e no fórum. A comunicação intensifica-se. Verifica-se o aparecimento de ficheiros vídeo e áudio para o utilizador descarregar para o seu MP3. A comunicação intensifica-se com chats, correio electrónico, audioconferência e videoconferência. A edição on-line simplifica-se com os weblog e as ferramentas wiki, que por estarem sempre disponíveis na Web podendo ser alteradas a qualquer hora e lugar, possibilitam a aprendizagem ubíqua.

Hoje em dia um site é constituído por “um conjunto de páginas ligadas entre si, estabelecendo hiperligações a outros sites. A página de entrada (Home) deve disponibilizar o título do site, a sua finalidade, o público-alvo, a pessoa ou entidade responsável por ele, os contactos, as datas de criação e de actualização. É conveniente que tenha os requisitos de optimização do site (versão e nome do browser e resolução do ecrã) e que na barra superior do browser surja o nome do site…. Em rodapé, devem surgir os direitos de autor, a data de actualização e o URL. Se o site for grande deve ter motor de pesquisa interno.” (Carvalho 2006).

Carvalho (2006), considera cinco componentes principais de um site educativo: a informação, as actividades, a comunicação, a edição colaborativa online e a partilha, componentes que estão relacionados entre si contribuindo para dinâmicas interactivas, auto-suficientes e de responsabilização na aprendizagem e na produção de trabalhos.

Os indicadores de qualidade estão directamente relacionados com os componentes de um site educativo e com as tecnologias actuais. A qualidade de sites é aferida por diversas dimensões e indicadores consoante os autores e organizações que as propõem.

Segundo Carvalho et al (2003), a qualidade de um site educativo relaciona-se com a facilidade da sua utilização, à qualidade da informação e à sua fiabilidade. Vários autores debruçaram-se sobre a qualidade da informação, apresentando indicadores de qualidade tais como a autoridade, rigor da informação, objectividade, data, cobertura temática, design, legibilidade, etc.

Os indicadores de qualidade de sites educativos baseiam-se na norma ISO/IEC 9126-1 (2001). Carvalho (2006) propõe nove dimensões que integram a qualidade de um site educativo, são eles a identidade (nome do site e a sua finalidade); a usabilidade (facilidade de usar e de aprender a usar); a rapidez de acesso (hiperligações estarem activas, etc.); os níveis de interactividade (envolvência do utilizador e motivação para explorar o site); a informação (deve ser credível e actual, devendo estar de acordo com as orientações curriculares); as actividades (WebQuests, jogos, Caça ao Tesouro, devem motivar a consulta de informação e reflexão); a edição colaborativa online (blogs e wiki, promovem trabalho em grupo); o espaço de partilha (para disponibilização dos trabalhos realizados pelos alunos ou pelos professores); e a comunicação (contacto do responsável pelo site, para esclarecimento de dúvidas, fóruns de discussão, chat).

Saber identificar os indicadores de qualidade de um site educativo é algo de imprescindível no século XXI, dada a crescente importância da Web como recurso informativo.

Do original: Carvalho, Ana Amélia A. (2006). Indicadores de Qualidade de Sites Educativos. Cadernos SACAUSEF – Sistema de Avaliação, Certificação e Apoio à Utilização de Software para a Educação e a Formação, Número 2, Ministério da Educação, 55-78.

quinta-feira, 5 de março de 2009

ENCONTRO SOBRE PODCASTS, 8 e 9 Julho 2009


Braga, Universidade do Minho

O Encontro sobre Podcasts pretende ser um espaço de formação, de partilha e de discussão para todos os que já utilizam podcasts no ensino e para os que pretendam vir a adoptar e explorar esta ferramenta.

A submissão de comunicações ou posters, texto integral, deve ser feita até 17 de Abril de 2009.

domingo, 1 de março de 2009

Rentabilizar a Internet no Ensino Básico e Secundário: Dos Recursos e Ferramentas Online aos LMS - Resumo

A primeira parte deste texto enfatiza a forma como a Web entrou nas nossas vidas e o impacto que teve na forma como comunicamos e aprendemos.

Lévy presume mesmo que o futuro passa por ter a internet como mediador da inteligência colectiva. E, por ser um suporte de informação (“repositório do conhecimento humano”, Berners-Lee et al., 1994) e de comunicação, possibilita a emersão de novas formas de conhecimento, critérios de avaliação e protagonistas da sua produção.

Como consequência desta invasão massiva, torna-se importante preparar os nossos alunos para, não só serem consumidores críticos de informação, mas também produtores.

O Ministério da Ciência e Tecnologia e da Educação promoveu programas que vão de encontro a estas directrizes do mundo moderno. O programa “Iniciativa Escolas, Professores e Computadores Portáteis”, de Março de 2006, pretendeu munir escolas e professores com computadores portateis com o objectivo de possibilitar novas formas de ensino-aprendizagem, mais adequadas, mais actualizadas à realidade e ao futuro. A utilização das novas tecnologias e da internet poderá ser útil se permitir ao professor ter uma abordagem mais construtivista e ao aluno aprender individual e colaborativamente pesquisando criticamente informação, tratando-a e tornando-a disponível à consulta e à partilha.


Segundo a ASTD o conhecimento que se vai construindo duplica de 18 em 18 meses. A selecção do conhecimento face a uma diversidade de oferta tão vasta, a sua interpretação e posterior aplicação passam a ser aspectos mais importantes nos dias de hoje, em que o acesso à informação é muito democrático e facilitado.


Com o emergir da economia de conhecimento em rede, nasce um novo conceito proposto por O’ Reilly (2005), a Web 2.0. Na Web 2.0 tudo está acessível, as pessoas deixam de precisar de ter o software no seu computador porque ele está disponível online, facilitando a edição e publicação imediatas, como a Wikipedia, o wiki, o podcast, o blog. Ela incita à colaboração e a partilha de informação.


Com esta realidade nascem novos termos, tais como conectividade e conectivismo. Conectividade relaciona-se com o estar do utilizador na rede e conectivismo é, segundo Siemens, a teoria da aprendizagem da era digital. Siemens apresenta sete princípios do conectivismo entre os quais afirma que “a aprendizagem e o conhecimento baseiam-se na diversidade de opiniões e que a aprendizagem é um processo de conexão de nós especializados ou fontes de informação”.


O conectivismo assenta no facto de que as decisões a tomar se baseiam em informações que também estão em constante mudança, daí que seja muito importante distinguir entre informação importante e muito importante.


Com a Web 2.0 veio possibilitar a que todos possam ser autores, o que faz com que saber pesquisar e avaliar a qualidade da informação se tornem aspectos essenciais. È necessário orientar os alunos na pesquisa, através de ferramentas como Caça ao Tesouro e a WebQuest. Ao recolher informação o aluno deve fazer referência ao site consultado, combatendo o plágio e salvaguardando os direitos de autor.


Ao desenvolver actividades como a Caça ao Tesouro e a WebQuest possibilita-se a aprendizagem social, o trabalho colaborativo (em que há interacção constante entre sujeitos durante a realização de tarefas) e a dinâmica de grupo, tal como perspectivava Vygotsky (1978). O trabalho colaborativo distingue-se do cooperativo porque neste último as tarefas são divididas pelos membros do grupo, sendo realizadas individualmente.


A possibilidade de se tornarem autores da Web torna os nossos alunos mais responsáveis e permite os encarregados de educação verem os trabalhos executados e os comentários dos professores a esses trabalhos, deixando de encarar a internet como um meio de lazer na aula, mas sim como um instrumento de trabalho.


No sentido de dar apoio á aprendizagem á distância, surgem os LMS- Learning Managment Systems). Em Portugal, o ME proporcionou aos seus professores formação na plataforma Moodle. As plataformas educativas facilitam a disponibilização de recursos em diferentes formatos como texto, vídeo e áudio, apontadores para sites, avisos aos alunos, interacção professor - alunos através de ferramentas de comunicação, ferramentas de apoio à aprendizagem colaborativa e registo das actividades realizadas pelos alunos, com a vantagem de professor e alunos terem a privacidade e poderem sentir-se seguros por não estarem expostos a outros cibernautas.

A plataforma exige do professor conhecimento da tecnologia, criatividade e muita dedicação para conceber e dinamizar actividades. Existem outras plataformas, como a “Escola Virtual”, que disponibilizam os conteúdos programáticos de cada disciplina com actividades interactivas e orientadoras da aprendizagem dos alunos. Seria importante o Ministério da Educação assumir responsabilidade pela disponibilização de conteúdos interactivos e com qualidade para os diferentes níveis de ensino podendo o professor descarregar os conteúdos e inseri-los na plataforma, na sua disciplina.


Do original:
Rentabilizar a Internet
no Ensino Básico e Secundário:
dos Recursos e Ferramentas Online aos LMS
Ana Amélia Amorim Carvalho


quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Podcast em Educação: Um Contributo para o Estado da Arte – Resumo

Podemos decompor este artigo em duas partes. Numa primeira parte define-se a Web 2.0 partindo-se depois para uma segunda parte onde se faz referência ao conceito de Podcast, enfatizando o seu potencial educativo.

O termo Web 2.0, proposto por Tim O’Reilly, integra mudança do consumidor para produtor, ou seja, todos podemos produzir informação e publicá-la automaticamente na rede sem necessitarmos de grandes conhecimentos informáticos.

Alexander (2006) caracteriza a Web 2.0 como sendo a web social, uma vez que centraliza o papel do utilizador, promovendo a utilização colaborativa e a partilha de conhecimento de uma forma descentralizada de autoridade, com liberdade para utilizar e reeditar.

Segundo Alexander, as principais características da Web 2.0 são as interfaces ricas e fáceis de usar, a gratuidade na maioria dos sistemas disponibilizados, maior facilidade de armazenamento de dados e criação de páginas online, as informações mudarem quase que instantaneamente, vários utilizadores poderem aceder a uma mesma página e editar as informações, entre muitas outras. O Blog, a Wikipédia, o Podcast, o Hi5, o Del.icio.us, são apenas alguns exemplos de ferramentas que fazem parte da grande variedade de sistemas hoje disponíveis na nova geração da Internet que se designa por Web 2.0.

Depois de definir a Web 2.0, o autor passa a explicar o conceito de Podcast.

O termo podcast resulta da soma das palavras Ipod (dispositivo de reprodução de áudio/ vídeo) e broadcast (método de transmissão ou distribuição de dados) que segundo Moura e Carvalho surgiu em 1994 por Adam Curry.

Resumidamente, podcast é uma página, site ou local onde os ficheiros áudio estão disponibilizados para carregamento que hoje em dia é usada no âmbito dos negócios, do entretenimento, formação, etc. Entre as vantagens de um Podcast podemos enunciar a fácil utilização, a possibilidade de utilização de textos, imagens, áudio, vídeo e hipertexto, a grande variedade e tipos de servidores que o disponibilizam de forma gratuita através da Internet, permitem o acesso de forma livre ou mediante registo ao conteúdo publicado e que os utilizadores recebam as actualizações por meio do RSS (Real Simple Syndication).

No caso educacional tem a grande vantagem de o aluno poder descarregar a informação para o seu ipod, mp3 ou mp4, utilizando-a quando entender, sem necessidade de se ligar à Internet. A aprendizagem é facultada dentro e fora da escola, podendo adaptar-se a diferentes ritmos de aprendizagem (os alunos podem aceder à informação o número de vezes adequado a si, até compreenderem o conteúdo). Por outro lado, como os trabalhos em podcast são geralmente realizados em grupo, promove-se o trabalho colaborativo. Se os alunos forem estimulados a gravar episódios aprendem muito mais, pois terão maior preocupação em preparar um bom material para os colegas.

A criação de um podcast exige que o utilizador se registe num dos aplicativos disponíveis online e que grave os seus episódios, com o auxílio de um dispositivo de gravação e microfones (muitas vezes já incorporados no computador). A gravação pode ser feita de duas formas: directamente no aplicativo (no final da gravação o episódio já se encontra online para os utilizadores), ou através de um dispositivo externo de gravação áudio, sendo que neste caso o ficheiro precisa ser enviado ao podcast posteriormente para que os utilizadores tenham acesso aos episódios.

Este artigo faz ainda referência a três casos de utilização de podcast em contexto pedagógico nos quais esta ferramenta permitiu uma fuga à rotina habitual da sala de aula, constituindo uma fonte de motivação e aprendizagem efectiva para o aluno.

O podcast, quando utilizado adequadamente, “ pode trazer enormes benefícios para a educação fazendo com que cada vez mais os alunos possam aprender independente do tempo e do espaço, publicando com facilidade e rapidez tudo aquilo que sabem e que desejam compartilhar com os seus colegas reais e virtuais”. No meu ponto de vista é uma ferramenta que acompanha as exigências do mundo moderno, em que tudo tende a ser cómodo e rápido e simplificado e à medida do indivíduo.

Do original:
Barca, A., Peralbo, M., Porto, A., Duarte da Silva, B. e Almeida, L. (Eds.) (2007).
Libro de Actas do Congreso Internacional Galego-Portugués de Psicopedagoxía.
A.Coruña/Universidade da Coruña: Revista Galego-Portuguesa de Psicoloxía e Educación.
ISSN: 1138-1663